sexta-feira, 10 de novembro de 2017

A mulher brasileira que revolucionou a agricultura mundial

A mulher brasileira que revolucionou a agricultura mundial



Tecnologia biológica 


A tecnologia biológica no brasil


Johanna Döbereiner foi aquela típica pessoa que esteve sempre à frente de seu tempo. Com personalidade forte, ela desbravou a ciência e enfrentou diversos obstáculos até conseguir provar que suas pesquisas seguiam no caminho certo. Sua vida foi pautada em vencer barreiras, desde quando ainda era jovem e sobreviveu aos campos de concentração no fim da 2ª Guerra Mundial até chegar à indicação do Prêmio Nobel de Química em 1997.


Nascida em 1924 na cidade de Aussig, na antiga Tchecoslováquia, migrou para a Alemanha Oriental após ter sido expulsa de seu país por falar a língua germânica. Vivendo com seus avós, trabalhou em uma fazenda ordenhando vacas e espalhando esterco, quando teve seu primeiro contato com as atividades do campo. Mais tarde, em Munique, iniciou o curso de Agronomia. Após se casar, em 1950, seguiu os passos do pai, que também era cientista, e veio para o Brasil onde foi naturalizada e fincou raízes.

No brasil
Logo que chegou aqui começou a trabalhar no Laboratório de Microbiologia de Solos do Ministério da Agricultura. Em 1957 era pesquisadora assistente do CNPq e, em 1968, tornou-se pesquisadora conferencista. Nesse período, quando poucos cientistas acreditavam que a fixação biológica de nitrogênio (FBN) poderia competir com fertilizantes minerais, iniciou os estudos sobre os aspectos limitantes da FBN em leguminosas tropicais.


A tecnologia biológica no brasil

O programa brasileiro de melhoramento da soja foi influenciado pelo trabalho de Johanna Döbereiner, simbolizado uma quebra de paradigma. Totalmente baseado no processo de FBN, a iniciativa foi desenvolvida no sentido inverso dos Estados Unidos, que elaboravam tecnologias de produção apoiadas no uso intensivo de adubos nitrogenados. Os estudos da cientista permitiram que a fixação do nitrogênio pelas plantas fosse feita por meio da bactéria rhizobium, dessa forma, a soja passou a gerar seu próprio adubo, o que até hoje gera uma economia anual de US$ 2 bilhões ao Brasil.

Graças à doutora Döbereiner foram realizadas diversas parcerias nacionais e internacionais, influenciando pesquisadores mundo afora. Autora de mais de 500 títulos, Johanna foi professora e orientadora de vários cientistas que hoje ocupam posição de destaque na pesquisa brasileira. Quando completou 71 anos, a comunidade científica organizou em Angra dos Reis (RJ) um simpósio para homenageá-la, reunindo mais de 150 pesquisadores de 30 países diferentes. Os anais desse encontro foram publicados em número especial da revista Soil Biology & Biochemistry, honraria que poucos já tiveram.

Johanna Döbereiner foi ainda vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências e teve assento na Academia de Ciência do Vaticano. Recebeu inúmeros prêmios e homenagens e liderou a pesquisa da Embrapa Agrobiologia. Durante toda a vida, foi rígida na apuração dos dados e teve a convicção de que somente a ciência e a busca pelo conhecimento poderiam contribuir para uma agricultura mais sustentável.
Tecnologia biologia e seus avanços. 

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